Review: Assassin’s Creed II
No começo de abril finalmente pude colocar as mãos no tão aguardado Assassin’s Creed II, depois do balde de água fria que foi o adiamento da versão para PC, diga-se de passagem como já virou tradição.
O pacote
A versão nacional do game é de responsabilidade da Synergex Brasil, assim como o primeiro, a embalagem do DVD está traduzida, além – obviamente – da mídia vem com um manual em português.
A edição para PC possui um agrado, duas missões extras, “Battle of Forli” e “Bonfire of the Vanities” que são vendidas em forma de DLC para os consoles, pelo menos nisso os PC gamers tiveram vantagem.

A história
Seguindo a trama do primeiro jogo da franquia, Desmond Milles, o barman descendente da ordem dos assassinos, foge das maléficas indústrias Abstergo juntamente com Lucy e segue para um esconderijo com alguns companheiros da assistente, lá ele encontra o Animus 2.0, uma nova versão da máquina que permite reviver a vida de seus antepassados, pra quem nunca jogou uma explicação simplificada, mais ou menos como em Matrix.
Dessa vez Desmond revive as histórias de Ezio Auditore de Firenze, um nobre jovem italiano que vê sua família destruída, a partir daí ele começa uma jornada de vingança na qual descobrirá uma conspiração evil e assim se tornará um verdadeiro membro da Ordem dos Assassinos.
O período vivido por Ezio é a Renascença, no qual ele cria uma amizade com ninguém mais que o jovem Leonardo Da Vinci, que o ajuda a decifrar os códex, além de colaborar com uma invenção que deixará o italiano mais próximo dos céus
Ao contrário de Altair, personagem do game predecessor, que era um sujeito misterioso e sua origem foi pouco conhecida, em Assassin’s Creed II a história de Ezio é contada desde quando ele era bebê, o que deixa o jogador mais imerso nas aventuras do ragazzo.
Jogabilidade
Muitos pontos foram melhorados no game, um dos que mais chamam atenção é que desta vez a personagem não morre quando cai na água, além de se tornar mais um ponto para Ezio esconder-se nas perseguições.
Foram adicionados alguns elementos de RPG, uma variedade de armas que vai de simplórias espadas até machados e marretas, além das tradicionais armas curtas, facas de arremesso e a marca registrada do game, as hidden blades, isso mesmo nos dois braços, além da novidade que é uma primitiva arma de fogo.
Para adquirir armas, armaduras e trajes é necessário dinheiro, que pode ser adquirido completando missões, achando baús escondidos, roubando os “batedores de carteira” ou pegando a renda de Monteriggioni, cidade natal da família Auditore.
Em Assassin’s Creed II existem níveis de notoriedade, quanto mais “barbaridades” cometidas maior será a desconfiança dos guardas, para diminuir a notoriedade é necessário tirar os pôsteres de procurado, subornar os fofoqueiros arautos (mensageiros oficiais) ou matar determinados oficiais.
As missões nas Tumbas dos Assassinos lembram muito outro game da Ubisoft, exigindo um gingado de Ezio tal qual um certo príncipe da Pérsia
A gama possibilidades aumentaram, podendo roubar a arma do inimigo, derrubar os arqueiros dos construções com facilidade, dirigir botes, comprar remédio, jogar dinheiro para a multidão assim bloqueando o caminho dos guardas, contratar mercenários ou damas que trocam favores por dinheiro.
Gráfico
Comparado ao primeiro game, não houve um salto tão grande na qualidade gráfica, apenas retoques, aumento na visibilidade do horizonte, maiores detalhes em construções famosas e um refinamento na água, que afinal é parte “jogável” desta vez, aliás, importantíssima em Veneza, uma das cidades disponíveis no game.
As cutscenes ainda continuam bloqueadas, dá para notar uma melhora na características das personagens principais, sendo possível nesta sequência adicionar a legenda.
Assassin’s Creed II não é mais pesado que o original, se seu PC rodou o primeiro, rodará este tranquilamente.
Áudio
A trilha sonora continua com a qualidade do anterior, destacando-se nos momentos de ação, além do som ambiente que continua convincente.
Nas falas são percebidos os sotaques italianos, de palavras até frases ditas na língua do pais da bota, lembrando algumas novelas globais, capisce?
Conclusão
Se você jogou o primeiro e gostou do que viu, está perdendo tempo, compre o segundo que é diversão garantida em dobro, se não foi com a cara do anterior por ser repetitivo, dê uma chance pois várias coisas mudaram, dentre elas a grande variedade de missões.
Caso nunca tenha jogado nenhum dos dois, compre já o primeiro que está baratinho (Submarino), depois não deixe de degustar a seqüencia que é ainda melhor.
Enfim, Assassin’s Creed II é um jogaço, a repetitividade, principal critica ao anterior foi resolvida com missões variadas e uma história envolvente, vale a compra, garanto que você não vai zerar em menos de uma semana – a não ser que você não tenha mais nada pra fazer da vida
– e valerá cada centavo investido.
Resumão
Prós:
- elementos de RPG dão mais possibilidades ao segundo game da franquia;
- história envolvente e com várias missões, não enjoa;
- menores interrupções, não tendo que sair seguidas vezes do Animus;
- variedade de novas opções: derrubar, nadar, voar (sim!), etc.
Contras:
- DRM da Ubisoft exige conexão permanente com a Internet nos PCs, caiu a conexão = não joga, em contrapartida os saves ficam salvos na “nuvem”;
- não há como cortar as cutscenes, os apressadinhos vão chiar;
Requisitos mínimos:
SO: Windows XP/Vista/7
Processador: Core 2 Duo 1,8 Ghz ou Athlon X2 2,4 Ghz ou superior
Memória RAM: 1,5 GB (WinXP) 2 GB (WinVista/7)
Placa de vídeo: 256 MB DirectX 9.0 (a partir da série GeForce 7000 ou Radeon HD 2000)
HD: 8 GB livres
Testado na seguinte configuração:
SO: Windows 7
Processador: Core 2 Duo E8400 3,0 Ghz
Memória RAM: 2 GB
Placa de vídeo: GeForce 8600 GT 256 MB
Resolução do monitor: 1440×900 32 bits
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