Brasil, um país de todos (sem usar os gadgets)
Quem já comprou ou pesquisou o preço de qualquer gadget que seja sabe que no Brasil é mais que abusivo, desde um MP3 player simplório de uma marca confiável até o smartphone mais sofisticado do mercado, as desculpas geralmente caem sobre os impostos, mas quem quer comprar o tão desejado produto trabalha – igual a um camelo – e enfim consegue adquiri-lo, depois tudo são flores não é? Nem tanto.
Esses dias o Rafael me contou um causo que vivenciou, para matar o tempo enquanto esperava a chegada do ônibus na rodoviária, ele sacou seu Nintendo DS, depois de alguns minutos jogando, uma pequena multidão de curiosos já tinha se aproximado para ver o que ele estava fazendo.
Fora o fato dos curiosos, também existe outro receio de usar o dispositivo em lugares públicos, a criminalidade está cada vez maior, nem mesmo as cidades pequenas estão livres desse mal, como aqui, uma cidade de cerca de 15 mil habitantes, os roubos estão aumentando cada vez mais, confesso que tenho um certo medo de tirar meu iPhone do bolso, só faço quando é extremamente necessário, quando preciso ver a hora dou uma olhada ao redor pra ver se não há nenhum cidadão suspeito.
Enfim, quem mora em Terra Brasilis, além de pagar mais caro, se usar seu gadget em público tem que se preocupar com os bisbilhoteiros, além do pior, corre o risco de ouvir a temida frase: “Perdeu playboy!”. E você, também sofre para usar o seu?
