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Movimento pró-Linux e a realidade do Windows "free"

23, dezembro, 2006 Deixar um comentário Ir para os comentários

Estou vendo um movimento pró-Linux na web, principalmente em blogs de tecnologia, tudo muito bom, nada melhor do que apoiar um sistema operacional livre e que não enche o usuário de regras mirabolantes de uso.

Os pró-Linux baseiam-se principalmente em um alicerce para promover o sistema operacional do pingüim: LINUX É GRÁTIS! Mas quem disse que o Windows também não é? Na realidade brasileira, basta perguntar para algum leigo se ele pagou pela licença do Windows, é quase certeza que você ouvirá um “mas tem que pagar?”.

Mas a Microsoft não se dá mal nisso não, com as pessoas usando em suas casas Windows “free”, nas empresas elas tendem a usar também, pois já estão acostumadas com o sistema operacional do Tio Bill, e fica difícil se adaptar à outro, por motivos de fiscalização, fazendo com que as empresas sejam praticamente obrigadas a comprarem licença do Windows, enchendo os cofrinhos da Microsoft.

Já li também em vários lugares que o uso do Linux é mais fácil do que o Windows, sinto muito pessoal, mas PARA MINHA PESSOA o Linux continua sendo um S.O. para geeks, como exemplo tente instalar o Firefox 2.0 no Linux, inevitavelmente você terá que usar o terminal, e convenhamos, isso para o usuário final está longe de ser fácil.

Outro fato que está impedindo o avanço do Linux são os atrasos nos novos projetos dos desktops, que segundo o post do Cardoso só darão uma resposta ao Vista e ao Mac OS X Leopard daqui à dois anos.

Mas essas opiniões não me fazem um anti-Software Livre, venho empregando cada vez mais em meu dia-a-dia o uso de aplicativos que além de serem grátis, são bons, como o Firefox, Audacity, Juice, Free Download Manager, LimeWire e outros.

Deixo claro que minhas opiniões se baseiam em desktops, não em servidores onde a realidade é completamente diferente da abordada aqui, e também friso que são opiniões pessoais.

Compare Preços de: Windows, Linux, Mac OS X

Categories: sistema operacional Tags:
  1. Paulino Michelazzo
    23, dezembro, 2006 em 06:51 | #1

    Alguns equívocos no post:

    1) O pilar de sustentação do Linux não é a gratuidade, mas sim a filosofia do compartilhamento e da liberdade de uso. Não existe almoço grátis e há muito sabemos disso, bem como a RedHat, Novell/SuSE, HP, etc. também sabem disso.

    2) O Firefox pode ser instalado sem nenhuma intervenção via console nas distribuições mais utilizadas no momento. Exemplos são Ubuntu, Fedora, SuSE e Mandriva.

    3) Dizer que as interfaces gráficas estarão ao pé das proprietárias em dois anos é o mesmo que datar o apocalipse. Em menos de 7 anos ambos os projetos, KDE e Gnome chegaram nos mesmos níveis de usabilidade que as proprietárias (que estão no mercado há 20 anos). Além disso, dois anos em tecnologia é algo difícil de ser previsto, principalmente na comunidade de software livre.

    Finalmente, a obrigatoriedade de hegemonia no meio corporativo não se dá pelo uso do que o usuário possui em casa. Se este mito fosse verdadeiro, a grande maioria das empresas de publicidade não usariam Mac em seus escritórios pois a esmagadora maioria dos profissionais que lá trabalham, não possuem Mac’s em suas residências. O buraco na verdade fica muito, mas muito mais abaixo.

    Sds.


  2. Renan
    23, dezembro, 2006 em 07:05 | #2

    Precisa usar o terminal para instalar o Firefox 2.0 no Linux? Não me avisaram isso…

    Eu entro no site do Firefox, baixo, descompacto e executo o firefox. Pronto, ele está rodando já.

    Sobre os desktops, pode ser que não tenha um avanço muito grande, mas as poucos são adicionados novos recursos. Não dá pra mudar tudo de uma vez só, se não fica difícil de se adaptar.

    A integração com o XGL também conta, vai dizer que não é bom?


  3. Renato
    23, dezembro, 2006 em 09:03 | #3

    Só para lembrar: software-livre não é sinônimo de grátis.
    Como o próprio movimento prega: “Free software is a matter of liberty, not price. To understand the concept, you should think of free as in free speech, not as in free beer”.
    Aproveitando, o correto é sinto. Cinto é o que a gente usa para segurar as calças;-)


  4. Julix
    23, dezembro, 2006 em 09:17 | #4

    Paulino:

    1- Realmente, essas empresas dedicam-se principalmente ao meio de servidores, não ao de desktop, lembre-se que esse post fala de Linux nos desktops das pessoas normais (entenda-se não-geeks):

    “Deixo claro que minhas opiniões se baseiam em desktops, não em servidores onde a realidade é completamente diferente da abordada aqui”

    2- Não foi o que eu pude presenciar com o FF 2.0 no Mandriva 2006, a situação ficou ainda mais tensa quando precisei retirar o FF 1.5.

    3- Deixo a palavra com Thom Holwerda do OSNews, ele está mais informado que eu: http://www.osnews.com/story.php?news_id=16783

    As empresas de publicidade necessitam usar Mac por ser um sistema de tradição e melhor uso em designer, tais profissionais já tem em seu currículo conhecimentos da plataforma da Apple, mesmo assim representam uma parcela muito pequena das empresas.

    Renan:

    Vide resp. 2 e 3.


  5. Anonymous
    23, dezembro, 2006 em 11:17 | #5

    Olá!

    Só uma correção. Onde você diz: “cinto muito pessoal”, diga “sinto muito pessoal”, fica bem melhor!.

    Abs,


  6. Julix
    23, dezembro, 2006 em 20:11 | #6

    Texto corrigido.


  7. Diego Menezes
    24, dezembro, 2006 em 06:53 | #7

    “como exemplo tente instalar o Firefox 2.0 no Linux, inevitavelmente você terá que usar o terminal”
    Estou usando ubuntu a mais de um ano e nunca usei o terminal pra instalar nada.

    Usar o cardoso como referencia para software livre nao vale.

    “Deixo a palavra com Thom Holwerda do OSNews, ele está mais informado que eu:”
    Nao ele naos está assim tao bem informado da uma olhanda no blog de um dos desenvolvedores do kde respondendo o osnews
    http://aseigo.blogspot.com/2006/12/website-does-not-make-you-smart.html

    No seu artigo Por dentro do Vista – Facilidades para o usuário eu te perguntei se Na parte de estética e efeitos tinha mais alguma mudança ou so aqules que voce tinha mostrado voce disse que citou as principais.
    se e so aquilo o meu gnome mais o beryl hoje já estao melhor que o vista e usando um hardware muito mais em conta.


  8. Julix
    24, dezembro, 2006 em 07:48 | #8

    “Estou usando ubuntu a mais de um ano e nunca usei o terminal pra instalar nada.”

    Não tive a mesma sorte com Mandriva, vou instalar o Ubuntu aqui e testar.

    “Usar o cardoso como referencia para software livre nao vale.”

    Software livre não, mas uma referência na web sim.

    “Nao ele naos está assim tao bem informado da uma olhanda no blog de um dos desenvolvedores do kde respondendo o osnews”

    O criador falando bem da criatura. e…?

    “meu gnome mais o beryl hoje já estao melhor que o vista”

    Manda umas screens pra eu ver.

    E lembrem-se, nada pessoal, apenas profissinal!


  9. Diego Menezes
    26, dezembro, 2006 em 11:38 | #9

    “O criador falando bem da criatura. e…?”
    E lá ele mostra que diferente do que o Thom fala o KDE 4 nao é apenas uma visão que ja existem resultados paupáveis e que
    provavelmente em junho o KDE 4 será lançado.

    “Manda umas screens pra eu ver.”
    A softpedia tem um showcasing que mostra boa parte do que a versao 0.13 faz
    http://news.softpedia.com/news/Beryl-Showcase-42386.shtml
    no youtube tambem tem varios videos mostrando
    http://youtube.com/results?search_query=beryl&search=Search


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