Dual Core e 64 Bits pra que te quero?
A uns dois anos a mídia tem enfocado muito nos processadores Dual Core (Núcleo Duplo) e na tecnologia 64 Bits, mas vamos refletir um pouco para ver se essas tecnologias estão sendo tão fantástica.
64 Bits: a uns dois anos a AMD lançou o processador Athlon 64 bits que viria para dobrar o desempenho dos processadores, realmente a arquitetura AMD64 foi fantástica, diminuindo o aquecimento dos processadores, e aumentando muito o desempenho, mas uma coisa há de se lembrar, essa melhoria foi causada pela arquitetura desse novo processador, e não pelos 64 bits, afinal esses benefícios foram alcançados usando o Windows XP (32 bits). Pois bem, então a Microsoft lança o Windows XP x64 (64 bits) prometendo dobrar a velocidade do computador e adivinhem no máximo 10% de ganho de desempenho, em alguns testes o ganho é quase nulo usando a tecnologia 64 bits. Atualmente as empresas afirmam que o ganho de desempenho é relativo porque a tecnologia 64 bits só aumenta a quantidade de acesso à memória. Então porque promoveram o “dobro de velocidade”?
Dual Core: o núcleo duplo está sendo usado tanto pela AMD quanto pela Intel atualmente, e no futuro próximo os processadores de apenas um núcleo serão extintos, mas vale a pena? Na maioria dos testes o ganho de desempenho também é bem baixo, na casa dos 10% a 15%, lembrando que as empresas também tinham prometido o dobro de velocidade no computador. Os especialistas dizem que o ganho de desempenho é também relativo, pois só é percebido quando vários programas são rodados ao mesmo tempo.
Conclusão: No meu ponto de vista, ambas as tecnologias citadas não mostraram tudo aquilo que prometeram, mesmo com as versões betas e RC do Windows Vista, e creio que nem na versão final a diferença vai ser grande. Duas tecnologias mortas? Não, no meu ponto de vista são duas tecnologias que sim vão continuar a serem usadas, mas não deveriam ser usadas pra tanto marketing, afinal um processador 64 bits e Dual Core seria 4 vezes mais rápido que um 32 bits e com um núcleo, o que não é real.
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